sábado, 19 de setembro de 2026

19set2026 - Quando não defendemos nossos direitos, perdemos a dignidade... e a dignidade não se negocia.

Claudio Vianei
Atravessamos nos dias atuais por uma confusão de sentimentos, noção do que é certo ou errado, do que podemos ou não podemos fazer ou realizar; vivemos dias tenebrosos onde muitos já perderam a motivação para fazer algo em prol até de si mesmos.

Se nos basearmos nossas leis e na nossa Constituição,  a confusão é maior ainda pois, com os ministros que estão na Suprema Corte do país, que são os primeiros, com raríssimas exceções, a bagunçar as nossas leis, e os primeiros a rasgar página por página a Constituição Brasileira. 

O caso é muito mais sério do que se possa pensar pois, quando o Congresso, que deveria colocar um basta na balbúrdia em que se transformou o STF, tem em seus membros a maioria com os rabos presos nas mãos, justamente, dos que poderão vir a julgar seus processos (e não é qualquer um não) são de teor pesado como crimes contra o patrimônio, corrupção (a maioria), lavagem de dinheiro público, roubo descarado envolvendo familiares dos que estão com mandatos atuais e mais uma gama de crimes que fazem com que os ministros se sintam acima de qualquer sansão contra eles - eles são os "reis" da Corte e nada os pode derrubar.

Os senadores, os únicos podem pedir impeachment de ministros, são em sua maioria "obrigados" a não fazê-lo para que seus processos não sejam colocados em pauta para serem julgados pelo tribunal. É, como já disse, todos tem seus rabos presos nas mãos dos ministros e o medo de acabarem atrás das grades não é pequeno.

Por outro lado, os senadores que não tem problemas (eles são uma pequena parte), não conseguem colocar seus projetos em pauta por conta de serem minoria na Casa e os que conseguem protocolar algo sabe que  vai pra gaveta do presidente Davi Alcolumbre, que é um dos políticos com mais problemas e que, por isso, fica segurando os pedidos de impeachment dos ministros. Esses ainda se reúnem e riem na cara dura dos que nada podem fazer contra eles.

Só há uma maneira de se chegar a uma conclusão favorável ao povo: é esse mesmo povo fazer valer os seus direitos e cobrar o retorno dos votos que lhes foram dados em eleição do voto livre, exigindo dos senadores a colocação em votação para ver se se põe ordem na casa.

O que falta é os que tem consciência se levantarem e dar um basta nessa bagunça em que se tornou o Congresso e o Judiciário no país.

Uma historinha que veio bem a calhar, aconteceu em uma faculdade de Direito.

Os alunos, em sala de aula, aguardavam a entrada do professor quando aconteceu um fato que demonstra bem o que é ter direitos e não os cobrar quando alguém tem seus direitos usurpados ou sua imagem denegrida.

O que aconteceu foi o seguinte:

Era o primeiro dia de aula, o professor de 'Introdução ao Direito' entrou na sala e a primeira coisa que fez foi perguntar o nome a um aluno que estava sentado na primeira fila:

- Qual é o seu nome?

- Chamo-me Nelson, Senhor.

- Saia de minha aula e não volte nunca mais! - gritou o desagradável professor.

Nelson estava desconcertado. Quando voltou a si, levantou-se rapidamente, recolheu suas coisas e saiu da sala. Todos estavam assustados e indignados, mas ninguém falou nada.

- Agora sim! - vamos começar.

- Para que servem as leis? Perguntou o professor

 Seguiam assustados, ainda, os alunos, porém pouco a pouco começaram a responder à sua pergunta:

Para que haja uma ordem em nossa sociedade

- Não! - respondia o professor.

- Para cumpri-las.

- Não!

- Para que as pessoas erradas paguem por seus atos.

- Não!

- Será que ninguém sabe responder a esta pergunta?!

- Para que haja justiça  - falou timidamente uma garota.

- Até que enfim! É isso, para que haja justiça. E agora, para que serve a justiça?

Todos começaram a ficar incomodados pela atitude tão grosseira. Porém, seguíam respondendo:

- Para salvaguardar os direitos humanos...

- Bem, que mais? - perguntava o professor .

- Para diferençar o certo do errado, para premiar a quem faz o bem...

- Ok, não está mal porém respondam a esta pergunta: "Agi corretamente ao expulsar Nelson da sala de aula?" 

Todos ficaram calados, ninguém respondia. 

- Quero uma resposta decidida e unânime! 

- Não!  - responderam todos a uma só voz. 

- Poderia dizer-se que cometi uma injustiça? 

- Sim!

- E por que ninguém fez nada a respeito? Para que queremos leis e regras se não dispomos da vontade necessária para praticá-las? Cada um de vocês tem a obrigação de reclamar quando presenciar uma injustiça. Todos. Não voltem a ficar calados, nunca mais!  Vou buscar o Nelson - Disse. Afinal, ele é o professor, eu sou aluno de outro período.

Aprenda:  
Quando não defendemos nossos direitos, perdemos a dignidade e a dignidade não se negocia.

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