Parece que nossa Ipanema está abandonada. Recentemente vimos máquinas estacionadas vários dias em um local, em outro ponto da cidade um tanque de combustíveis de um posto de gasolina da cidade também ficou meses atrapalhando o trânsito no lugar e o dono do dito cujo retirou de lá a hora que bem quis.
Uma cidade igual Ipanema, que tem falta de tanto recurso para saúde e para obras, para que onze vereadores? Por que ganharem salários exorbitantes que chegam a mais de R$ 6 mil?. O erro está em nós mesmos que não cobramos, deixamos que façam o que bem entendam. E o pior disso é que nós é quem pagamos!
Raros são os que ainda tentam fazer algo pelo povo (coisa difícil, sô!). A maioria deles está lá, com o nosso voto, apenas pelo salário. Ninguém apresenta um projeto de lei que beneficie o cidadão. Cobre deles um relatório anual do que fizeram e vai ter uma surpresa: vão apresentar uma folha em branco!
Os vereadores parece que estão dormindo. Ninguém acorda para os problemas que a cidade te e que não são poucos. O município tem um Código de Posturas onde ainda se vê artigos onde diz que "é proibido amarrar animal em "tal" lugar sob pena de ser recolhido ao pátio da prefeitura", entre outros super ultrapassados e ninguém modifica isso.
A prefeitura tem fiscais. Mas eles, a bem da verdade, não fiscalizam nada. Pode-se notar na cidade uma série de irregularidades que deveriam ser anotadas e noticiados os responsáveis mas, por que será que ninguém fiscaliza de verdade?
Caminhões com desaterro, ou areia, ou entulhos, passam pelas ruas centrais da cidade sem a lona (que é obrigatória) para cobrir o material e evitar acidentes... e cadê os fiscais que não veem os comerciantes que fazem das calçadas extensões de suas lojas? Ninguém sabe que eles existem!
Mas, voltando ao vereadores, acho que Ipanema tem gente demais na Câmara. Acho que cinco seria um número bom demais. Dos onze de hoje em dia, os que se sobressaem são, no máximo, uns quatro ou cinco (com exagero) porque os demais chegam nas reuniões, respondem a chamada e nem abrem a boca para falar nada. Entram mudos e saem calados (com raras exceções, como já disse). Talvez se tivéssemos apenas cinco vereadores e com um salário, pelo menos igual ao de um professor, a coisa andasse melhor.
Para ilustrar o que digo, para se ter uma ideia, durante os três anos de mandato desse período de quatro anos só um projeto foi apresentado e aprovado na Câmara.
Nossos vereadores não fiscalizam nada. Não cobram prestação de contas dos prefeitos. Muitos (ou todos) os prefeitos que já passaram por Ipanema nunca foram fiscalizados. Há várias obras iniciadas e não acabadas (e sem verba para terminar), obras que mesmo sem estarem terminadas e que foram inauguradas inauguradas, outras que foram mal feitas e estão necessitando reparos urgentes, outras que estão no meio do mato e que não tem recurso para terminar (vide: obra na Rodoviária, Casa de Cultura, ESF no bairro Julio Cintra, etc...) e, por que os vereadores deixaram isso acontecer? É papel deles fiscalizar o Executivo, as obras., as contas, mas não fazem. Com medo de quê?
Tem explicação?
Menegueli, prefeito de Colatina, no Espírito Santo, aquele que vai junto com os funcionários para a rua ajudar no trabalho, disse em uma entrevista, que nenhum prefeito rouba sem que a Câmara participe. E eu estou achando que ele está coberto de razão, uma vez que os edis não cumprem com seu papel, se não por participação nos erros mas, também, por omissão! (Claudio Vianei)












Os políticos de Arcos, cidade do Oeste de Minas Gerais, a 210 km de Belo Horizonte, aprovaram recentemente um projeto que reduz os próprios salários e os rendimentos do prefeito, vice e secretariado do município. Também aprovaram redução de 50% para o prefeito e de 20% para o vice e o secretariado. Projeto depende de aprovação do prefeito. O texto prevê que os vencimentos mensais dos parlamentares tenham um corte de 80%, passando de R$ 6.180,00 para R$ 1.236,00.
O percentual de redução será diferente para os outros cargos. O prefeito, que ganha R$ 24.224,41 brutos, vai passar a receber metade do valor, ou seja, R$ 12.112. Os rendimentos dos secretários municipais cairá de R$ 7.975 para R$ 6.380 e os do vice-prefeito de R$ 6.458 para R$ 5.166 – redução de 20% em ambos os casos.
O chefe do executivo tem até o próximo dia 11 de junho para analisar a proposta e tomar sua decisão. Caso opte por vetar as mudanças, o projeto volta para a Câmara e os vereadores podem derrubar o veto, caso seja a vontade da maioria. Se o corte salarial for mantido, ele começa a valer na próxima gestão, que assume em 2021, conforme prevê a legislação.
Em Ipanema, onde a Câmara Municipal é composta por onze vereadores, todos recebendo um salário de mais de R$ 6 mil reais, o povo reclama que nada eles fazem a não ser levar pessoas para outras cidade para fazer compras, ir a um médico, pegar uma condução para viajar e outras coisitas mais. Coisas essas que nada tem a ver com a função de um edil, um vereador.
Circula na cidade que um abaixo assinado está para ser lançado para colher assinaturas em número suficiente para apresentação de um projeto de lei para reduzir os salários dos vereadores, do prefeito, do vice e secretários de governo pois esses são cargos de confiança e, portanto, não são vitalícios e nem concursados. São escolhas pessoais dos prefeitos.
Por que não seguir os exemplos de outros municípios onde os vereadores recebem o correspondente a salário mínimo vigente? Cargo eletivo, no caso vereadores e prefeitos, não são cargos de carreira. Político não é profissão é uma prestação de serviço temporário à comunidade em que vivem.
Que tal um vereador em Ipanema receber um salário mínimo como os de outros municípios? Vamos pensar nisso? (Claudio Vianei)